Quando o ciúme se torna patológico?

Termo frequentemente amenizado pela ideia de que “quem ama cuida”, ou como “um instinto de zelo em relação a pessoa amada”, o ciúme nunca é um comportamento saudável a uma relação e na maior parte das vezes é utilizado para sustentar atos violentos e comportamento abusivo direcionados ao parceiro. Quando um passa a desenvolver pensamentos constantes de traição e, por consequência, mania de controle em relação ao outro é quando o ciúme atinge o nível de doença. A desconfiança infundada e a perda do sono ao fantasiar inúmeras possibilidades de traição e abandono leva o doente um comportamento obsessivo que, também, causa forte desgaste e sofrimento a ele próprio.

Estabelecer limites desde o início do relacionamento é uma forma de evitar que o mesmo chegue a níveis insuportáveis. Para tanto, é sempre recomendável transparência, principalmente no que se refere aos próprios sentimentos. É necessário explicar a importância de cada um ter momentos individuais ou apenas com os amigos, bem como, evitar dar explicações desnecessárias, para não permitir que o ‘ciumento’ controle a relação.

No caso daquele que sofre de ciúme, é importante se questionar se o sentimento foi despertado por um motivo real ou por baixa autoestima. Quando a situação foge do controle, é preciso buscar tratamento psicológico e, não raro, uma avaliação psiquiátrica, de modo a verificar se suas não estão ligadas a componentes biológicos e/ou hereditários.

Leia também sobre Dependência Afetiva.