Transtorno de Humor

Bipolaridade

Tratamento Transtorno Afetivo Bipolar

Transtorno Bipolar

 

O transtorno bipolar é um quadro psiquiátrico marcado por mudanças intensas de humor, que alternam entre fases de grande energia, agitação e euforia e períodos de tristeza profunda, apatia e desânimo. Essas variações vão muito além do que se entende como oscilações normais do humor e podem afetar de forma significativa o cotidiano, prejudicando relacionamentos, desempenho profissional e qualidade de vida. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são fundamentais.

Na Clínica Ciulla, em Porto Alegre, o tratamento do transtorno bipolar é desenvolvido com atenção individualizada, considerando as necessidades específicas de cada paciente. A psiquiatria atual dispõe de recursos eficazes para estabilizar o humor, diminuir a intensidade e a frequência das crises e favorecer uma vida mais equilibrada. Esse cuidado pode incluir o uso de medicações adequadas, como estabilizadores de humor, associadas a um acompanhamento contínuo que permite ajustar a estratégia terapêutica ao longo do tempo.

Mais do que controlar sintomas, o tratamento busca restituir autonomia, preservar vínculos afetivos e profissionais e oferecer condições para que o paciente retome seus projetos de vida. O vínculo de confiança entre médico e paciente é parte essencial desse processo, pois é nele que se constrói um caminho seguro e sustentável para o bem-estar. Com manejo adequado, o transtorno bipolar deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma condição possível de ser conduzida, permitindo ao paciente viver com estabilidade e qualidade.

Existem três tipos de transtornos bipolares eles variam em intensidade. O transtorno bipolar I tem como principal característica a predominância da fase maníaca, intercalada com fases de depressão leve. Nos momentos de mania, o paciente se mostra extremamente animado, com um humor anormal, eufórico e irritável. Perder o sono também é um sintoma comum dessa fase.

Nas fases da depressão ocorre o contrário, o paciente passa a dormir muito mais. Ele se sente desanimado e extremamente triste sem uma razão aparente. Tem baixa autoestima e dificuldade de se concentrar, perdendo o interesse em atividades que antes lhe davam prazer.

Aqueles que sofrem com o transtorno bipolar I, normalmente, são bastante sociáveis e promíscuos, se distraem fácil e possuem um fluxo de pensamento rápido com juízo crítico comprometido. Delírios e alucinações também podem ser sintomas.

O médico psiquiatra Dr. Abelardo Ciulla fala sobre a importância do tratamento farmacológico para casos de transtorno bipolar.

O transtorno bipolar II é mais leve, com fases de depressão e mania mais moderados. Na mania, ou hipomania, os sintomas são semelhantes aos do tipo I, porém mais amenos. Os pacientes não percebem que estão doentes e acabam relativizando seus sintomas e se recusando a procurar ajuda.

No terceiro nível de bipolaridade temos o transtorno ciclotímico, que apesar dos sintomas semelhantes aos outros tipos apresenta uma instabilidade persistente. Nesse caso, as oscilações de humor podem ocorrer várias vezes em um mesmo dia.

O transtorno bipolar não pode ser diagnosticado por intermédio de exames físicos. Para identificá-lo, é necessário que o psiquiatra realize uma análise comportamental do paciente por meio de conversas com ele e com seus familiares.

A avaliação psiquiátrica é demorada, podendo levar meses, ou até mesmo anos, para que se chegue ao diagnóstico, pois os sintomas da bipolaridade são facilmente confundidos com os de outros distúrbios.

O transtorno bipolar não pode ser curado totalmente, mas com tratamento é possível diminuir os sintomas para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. O psiquiatra deve realizar um acompanhamento psicoterapêutico que, combinado com medicação, irá controlar os sintomas e evitar recaídas. Veja mais sobre cura na psiquiatria.

Os medicamentos utilizados no tratamento de transtorno bipolar são neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e estabilizadores de humor, principalmente o lítio. Substâncias psicoativas, como álcool e cafeína, devem ser cortadas, pois podem afetar o tratamento.

Pacientes com surtos muito agressivos podem necessitar de hospitalização. Nesses casos, eles permanecem internados até que voltem ao seu estado normal.

Veja também artigo Da Mania à Depressão: transtorno afetivo bipolar.

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