Entenda os mecanismos que levam o organismo a apresentar os Transtornos de Pânico

Terapia de Casal

Veja em entrevista com o médico psiquiatra Dr. Abelardo Ciulla (CREMERS 8183), como e por que os transtornos de Pânico aparecem e se instalam no paciente. Pessoas que sofrem de síndrome do pânico têm ataques de ansiedades espontâneos, inesperados e de curta duração.

Para ser diagnosticado com a doença é preciso apresentar, em período isolado e em um curto espaço de tempo, quatro ou mais dos sintomas característicos da doença. Alguns deles são a aceleração dos batimentos cardíacos, suor, tremores, sensação de falta de ar, dores no peito, náusea, tontura, desmaio, dor abdominal, calafrios e calorões. Não há estudos precisos ainda sobre qual seria a causa da doença.

A síndrome do pânico costuma estar acompanhada de agorafobia – medo extremo de lugares abertos ou de estar no meio de uma multidão – mas não é necessariamente um sintoma fundamental porque em casos mais leves da doença não costuma acontecer.

De 1% a 3% da população mundial sofre de síndrome de pânico ao longo da vida e é uma doença que atinge mais as mulheres do que os homens. É comum na fase adulta, mas quando se apresenta ainda na infância costuma ser diagnosticada de modo inadequado como transtorno de conduta.

Para casos leves da síndrome a psicoterapia cognitivo-comportamental costuma apresentar resultados satisfatórios. O uso de remédios em pacientes com síndrome do pânico deve ocorrer somente se houver um ou mais desses sintomas: manifestações de agorafobia; sintomas de depressão ou de transtorno da personalidade; ideias de suicídio ou de automedicação.